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Usina Garibaldi vai atingir 539 famílias

Publicado em 02/09/2009 às 00:00 - Atualizado em 20/10/2014 às 13:29

Cinco municípios atingidos, remoção de 539 famílias, área inundada de 26,79 quilômetros quadrados, barragem com 43 metros de altura, capacidade de geração de 175 mega watts e investimento que pode passar de meio bilhão de reais. São alguns dos números apresentados na audiência pública que discutiu terça-feira, a instalação da usina hidrelétrica Garibaldi, na localidade de Araçá, no rio Canoas. O empreendimento será o de maior impacto direto ambiental, econômico, social e cultural de todas as unidades implantadas na Serra Catarinense.Convocada pela Fundação do Meio Ambiente (Fatma), a audiência reuniu mais de 700 pessoas no salão da igreja de Abdom Batista. Foram seis horas de discussões e demonstrações sobre o empreendimento que deve começar a ser construído no início do próximo ano. Até final de 2009 será realizado o leilão para definir o grupo construtor da usina. A plena capacidade a usina vai gerar energia suficiente para abastecer uma cidade com 300 mil habitantes.Os prefeitos de Abdom Batista, Cerro Negro, São José do Cerrito, Campo Belo do Sul, Anita Garialdi e Vargem acompanharam a audiência que contou ainda, com a colaboração do Procurador da República, Nazareno Jorgealém Wolff. O estudo de impacto ambiental da usina foi realizado pela empresa Desenvix e aponta que Abdom Batista terá a maior área alagada com 4,69% do território. O segundo município mais impactado será Cerro Negro com 2,4%, seguido de Vargem com 1,7% e São José do Cerrito com 1,29%. Campo Belo do Sul terá 0,14% de seu território alagado.Representando os prefeitos da Amures, Janerson Delfes Furtado, disse que esse é o momento mais importante para as comunidades. “É agora que temos de discutir e deliberar sobre o que vai mudar, que programas serão desenvolvidos para minimizar os impactos e analisar o projeto. Tão importante quando o empreendimento é o futuro das famílias que serão atingidas. Não se pode ignorar o aspecto humano”, declarou o prefeito de Cerro Negro.A usina Garibaldi tem uma característica diferenciada das demais unidades construídas na região. Seu reservatório de água será formado por quase 50% de área agricultável. “Isso não aconteceu nas outras que são usinas encaixadas e protegidas por encostas de morros. O impacto econômico direto dessa é ainda maior, não apenas para o município que depende daquela movimentação econômica, mas para as famílias”, avalia o assessor ambiental da Amures, Alexandre Silva.Mais de 38 sítios arqueológicos foram identificados na área do reservatório. São vestígios de comunidades ancestrais como indígenas e precursores da colonização. Um dos programas sociais visa resgatar esses vestígios, criar museus e reconstituir as culturas passadas para que não fiquem submersas ao lago. O projeto da usina está na Fatma para análise técnica e emissão das licenças prévia, de instalação e de operação. A casa de força da usina será instalada a 14 quilômetros da barragem, o que exigirá implantação de uma grande rede de dutos. É que o local não possui curva para o desvio necessário do curso da água. A captação será na localidade de Araçá e a devolução da água será na localidade de Santo Antônio, distante pelo rio cerca de 50 quilômetros da barragem.Uma das preocupações dos prefeitos com a usina é o cumprimento com os requisitos ambientais, social e econômicos determinados pelo órgão ambiental competente. Para que não sejam cometidas falhas mitigatórias do empreendimento da Baesa, em Anita Garibaldi.

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